Detalhes sobre a noite em que seis reféns foram mantidos sob cárcere durante um assalto na Rua Padre Chagas, em Porto Alegre, foram expostos em denúncia do Ministério Público. No dia 14 de janeiro, por volta das 20h, criminosos armados invadiram um escritório de advocacia localizado no tradicional bairro Moinhos de Vento, rendendo funcionários e o porteiro do edifício.
A ação criminosa foi minuciosamente planejada, envolvendo um levantamento prévio das rotas e do fluxo do local, além do uso de um veículo com placas adulteradas para despistar a polícia. Sob ameaça constante de armas de fogo, as seis vítimas foram amarradas no interior do estabelecimento enquanto os assaltantes recolhiam os bens de valor.
Durante o assalto, os criminosos conseguiram subtrair celulares, joias diversas e lingotes de ouro puro, totalizando um prejuízo posteriormente estimado em R$ 524 mil. A promotoria de Justiça apontou que a violência e a restrição da liberdade das vítimas foram fatores determinantes para a tipificação de roubo majorado apresentada na denúncia criminal.
O caso ganhou novos desdobramentos com a identificação de parte da rota de fuga e do destino do material. A denúncia oferecida pela promotora Cláudia Regina Lenz Rosa na última sexta-feira (19) busca garantir a punição dos responsáveis pela execução direta do crime e desarticular a rede de apoio que viabilizou o planejamento do assalto na capital gaúcha.
MPRS.