O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) segue um protocolo técnico, baseado no nível do Guaíba e nos prognósticos hidrológicos, para definir a necessidade de fechamento das comportas. A decisão não depende da chuva registrada em Porto Alegre, mas da possibilidade do manancial atingir a cota de inundação na área protegida pelo sistema de proteção contra cheias.

O cenário é monitorado de forma permanente pelo Dmae, que acompanha as informações de diferentes fontes, incluindo a Catavento Meteorologia, contratada pela Defesa Civil Municipal. A mobilização de equipes, equipamentos e a eventual operação das comportas são definidas com base nesses prognósticos. A principal referência utilizada é a régua do Cais Mauá, onde a cota de alerta é de 2,5 metros e a cota de inundação, de 3 metros.

Quando o nível do Guaíba atinge 2,74 metros no Cais Mauá, o Dmae inicia o protocolo de atuação. Nessa etapa, equipes e equipamentos são mobilizados para uma eventual operação. O fechamento das comportas, entretanto, só ocorre quando os prognósticos indicam que o Guaíba deverá ultrapassar a cota de inundação. Nessa situação, a operação tem início quando a régua alcança 2,84 metros.

As seis comportas remanescentes do sistema são fechadas na seguinte ordem: 12, 11, 6, 4, 2 e 1. Caso os prognósticos indiquem que o Guaíba não atingirá a cota de inundação, as equipes permanecem mobilizadas e os equipamentos preparados, mas as comportas permanecem abertas.

Situação atual – O alerta hidrológico vigente em Porto Alegre, emitido pela Defesa Civil Municipal na tarde desta quinta-feira, 30, indica que o Guaíba não atingirá a cota de inundação na área do sistema de proteção contra cheias. Com isso, não há previsão de fechamento das comportas. O cenário será reavaliado sempre que houver novos prognósticos disponíveis.

Sistema modernizado – Desde 2024, o sistema de proteção contra cheias passou por um amplo processo de modernização. Das 14 comportas existentes, oito foram substituídas por estruturas permanentes de concreto. As seis remanescentes foram modernizadas ou totalmente substituídas e permanecem aptas a entrar em operação sempre que os critérios técnicos indicarem necessidade.