Porto Alegre aparece no topo do ranking nacional de mortalidade por Aids. Dados do Ministério da Saúde divulgados na última semana revelam que, em 2024, a capital gaúcha registrou uma taxa de 12 mortes para cada 100 mil habitantes, índice significativamente superior ao observado no restante do país.
O cenário também chama atenção pelo número de diagnósticos. Sozinha, Porto Alegre respondeu por 43% de todas as notificações de Aids registradas no Rio Grande do Sul ao longo do ano passado.
Em nível nacional, o Boletim Epidemiológico aponta uma redução tanto nos novos casos quanto nas mortes. Foram contabilizados 36.955 diagnósticos de Aids em 2024, uma queda de 1,5% em relação ao ano anterior. Já o número de óbitos chegou a 9.157, representando diminuição de 12,8% na comparação com 2023.
Embora o HIV continue circulando, especialistas reforçam que a evolução para a Aids pode ser evitada quando a infecção é descoberta precocemente e o tratamento é iniciado rapidamente.
Além da terapia antirretroviral, a prevenção inclui o uso de preservativos, testagem periódica e a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), indicada para pessoas com maior risco de exposição ao vírus.
O levantamento também traça o perfil da epidemia no Rio Grande do Sul. As notificações se concentram principalmente em regiões de maior vulnerabilidade social.
Entre os grupos mais afetados estão mulheres heterossexuais, enquanto a população negra apresenta maior frequência de diagnóstico tardio e, consequentemente, índices mais elevados de mortalidade.