A Incarceration Nations Network (INN), rede global focada em reformar o sistema prisional de justiça com foco em soluções para o encarceramento em massa, vai lançar num encontro internacional, na África do Sul, a Global Freedom Consulting, uma agência internacional de consultoria formada por ex-detentos especialistas em ressocialização – e um consultor e egresso gaúcho foi selecionado para palestrar sobre o seu trabalho realizado aqui no Rio Grande do Sul. Rodrigo Sabiah, idealizador do projeto Reciclando Vidas, vai com seu time de educadores sociais, assistentes sociais, advogados, psicólogos e demais voluntários compartilhar como esse trabalho vem impactando positivamente a vida de egressos no estado.

O encontro global, que acontece a partir do dia 10 de abril na Cidade do Cabo, vai contar com a presença de 39 consultores internacionais que farão palestras sobre as suas atividades com egressos nos seus respectivos países.
Hoje, a Associação de Valorização do Trabalho, da Dignidade e da Vida – Reciclando Vidas, que já completa quatro anos, se dedica à promoção da cidadania e da inclusão social, desenvolvendo projetos que visam à ressocialização de pessoas em situação de vulnerabilidade, especialmente aquelas que enfrentam o desafio de reconstruir suas vidas após o cárcere. “Nosso propósito é mostrar que há alternativas para os egressos e que mais ações devem ser criadas para pensar o sistema de justiça no mundo. E que ele deve avançar através de abordagens inovadoras, comunitárias e transformadoras para justiça e segurança. E é muito significativo poder integrar esse time que vai conseguir fazer uma verdadeira troca de experiências na África do Sul. Contar o que estamos conseguindo fazer no Reciclando é o exemplo de que é possível construir outros Rodrigos por aí”, afirmou Sabiah.

Em 2023, Rodrigo também foi ao continente africano pois havia sido o único brasileiro a ganhar uma bolsa do programa Global Freedom Fellowship, iniciativa da Incarceration Nations Network, que buscava capacitar agentes de mudança social e combater o estigma contra pessoas com passagem pelo sistema prisional. Atualmente, no Reciclando Vidas, que conta com uma sede desde agosto do ano passado, mais de 300 pessoas já receberam atendimentos social, psicológico e orientação cidadã, como oficinas reflexivas e de formação, além de palestras motivacionais e amparo em políticas públicas.