O recente balanço divulgado pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), que contabilizou 106 ocorrências de trânsito entre sexta-feira (4) e segunda-feira (8) em Porto Alegre, traz à tona um debate recorrente sobre a segurança nas vias urbanas. Entre os fatores que elevam o risco de tragédias, a velocidade excessiva e a desatenção ao volante ocupam o topo da lista de preocupações dos operadores de trânsito e equipes de fiscalização.

Segundo a EPTC, o risco de morte aumenta de forma drástica em velocidades superiores a 50 km/h, o que torna o respeito aos limites sinalizados uma questão vital de preservação. Além disso, a distração gerada pelo uso ou manuseio de aparelhos celulares compromete severamente a capacidade de reação do motorista, impedindo que ele perceba obstáculos imprevistos, sinalizações ou pedestres a tempo de evitar um impacto.

Dados consolidados pelo Programa Vida no Trânsito — iniciativa da qual Porto Alegre participa desde 2012 — apontam que comportamentos recorrentes continuam impulsionando os casos fatais na cidade. Entre as principais condutas de risco mapeadas em análises anteriores estão o avanço de sinal vermelho ou desrespeito à parada obrigatória, a condução sem habilitação regular, o consumo de álcool e a realização de conversões ou circulação em locais proibidos.

A análise detalhada desses sinistros com morte é utilizada estrategicamente para embasar ações educativas, de planejamento urbano e de fiscalização. O objetivo central dessas políticas públicas é conscientizar motoristas e pedestres sobre a responsabilidade compartilhada no trânsito, visando reduzir drasticamente os índices de letalidade na Capital gaúcha.

PMPA.