O vereador de Porto Alegre Giovani Culau, do mandato Giovani Culau e Coletivo (PCdoB), fez duras críticas a parlamentares da direita que atuam na Câmara Municipal durante entrevista ao programa Raio X, nesta quarta-feira (3). O parlamentar afirmou que integrantes desse campo político se apresentam como patriotas, mas, em sua avaliação, agem contra os interesses do país. “Eu sempre fui um apaixonado pelo meu país. E eu me revolto com esses traidores da pátria que estão na Câmara de Porto Alegre”, declarou.
Ao comentar a atuação da oposição, Culau citou um projeto apresentado pela vereadora Comandante Nádia, que, segundo ele, teria sido utilizado como instrumento de difamação do programa social Bolsa Família. O vereador também relembrou episódios ocorridos em 15 de outubro do ano passado, quando afirmou ter sido atingido por balas de borracha e gás durante acontecimentos relacionados à Câmara Municipal.
Durante a entrevista, o parlamentar também avaliou a atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em relação à capital gaúcha. Segundo Culau, o atual governo federal tem contribuído mais para Porto Alegre do que a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Como exemplos, ele mencionou investimentos na construção da maternidade do Hospital da Restinga e outras iniciativas voltadas ao município. “Eu não consigo sequer dizer o que foi que o Governo Bolsonaro fez por Porto Alegre”, afirmou.
Outro tema abordado pelo vereador foi o modelo econômico chinês. Para Culau, o desenvolvimento observado na China demonstra a superioridade do socialismo em relação ao capitalismo. Ele destacou a redução da pobreza, o crescimento econômico e os avanços tecnológicos do país, ressaltando que a parceria entre Estado e iniciativa privada ocorre, segundo sua avaliação, com foco no interesse coletivo e no desenvolvimento social.
A co-vereadora Fabiola Loguercio também participou da entrevista e tratou de pautas ligadas aos direitos das mulheres. Ela defendeu a ampliação do debate sobre o aborto, argumentando que o tema ainda é cercado por estigmas e que deve ser analisado também sob a perspectiva da saúde pública, especialmente em casos envolvendo vítimas de estupro. Loguercio ainda destacou as dificuldades enfrentadas por mulheres que sofrem violência, afirmando que medidas protetivas muitas vezes não são suficientes para garantir uma retomada normal da rotina após as agressões.