Porto Alegre enfrenta um problema crescente com furtos e atos de vandalismo que afetam diretamente a infraestrutura de sinalização viária da cidade. Nos primeiros dias de janeiro, mais de 1,5 mil metros de cabos de energia foram retirados ilegalmente de semáforos espalhados pela Capital, segundo dados da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).

Ocorrências concentradas e prejuízos à mobilidade

Ao menos 15 ocorrências de furtos e depredações foram registradas desde o início do ano, com a maior parte delas localizada no bairro Jardim Botânico, especialmente nas imediações da Avenida Salvador França e da Rua Guilherme Alves.

Além do dano material, a retirada dos cabos compromete o funcionamento dos semáforos e pode provocar reflexos negativos no trânsito, elevando o risco de acidentes em cruzamentos movimentados, e expondo transeuntes e motoristas a situações de perigo.

Riscos à segurança pública

A exposição de fios elétricos em vias públicas não representa apenas um prejuízo financeiro. Fios energizados deixados à mostra podem causar choques ou outras ocorrências envolvendo pedestres e trabalhadores que circulam pela cidade. Essa infraestrutura danificada também interfere na fluidez do trânsito e no respeito à sinalização, essenciais para a segurança viária.

Chamado à população e ações de combate

Autoridades da EPTC reforçam a necessidade de cooperação da população para coibir esses crimes. A participação cidadã, seja por meio de denúncias ou de informações sobre atividades suspeitas nas ruas, é considerada fundamental para prevenir novos furtos e auxiliar as forças de segurança públicas a localizar responsáveis e recuperar o patrimônio danificado.

Apesar de ainda não haver dados oficiais completos sobre os prejuízos totais, a sequência de ocorrências já indica um impacto significativo para os cofres públicos e para a rotina dos porto-alegrenses.

 

Evolução dos furtos e do vandalismo em cabos de energia semafórica:

2026: 1.500 metros em 15 ocorrências (três primeiras semanas de janeiro);
2025: 15.029 metros em 191 ocorrências;
2024: 3.986 metros em 43 ocorrências.