A prática, conhecida como “corredor”, não é proibida pelo Código de Trânsito Brasileiro, desde que feita com segurança e em baixa velocidade. Ainda assim, o que se vê no dia a dia levanta questionamentos: até que ponto isso é seguro — e para quem?

Agilidade ou risco?

Para motociclistas, circular entre os carros muitas vezes não é escolha, mas necessidade. Em meio a congestionamentos, o corredor reduz tempo de deslocamento e, em alguns casos, até a exposição a colisões traseiras.

Por outro lado, motoristas relatam sustos frequentes:

  • motos surgindo repentinamente nos retrovisores
  • espaço mínimo para reação
  • sensação constante de tensão ao trocar de faixa

E há um ponto delicado: quando o trânsito para, o comportamento das motos muda completamente a dinâmica da via.

Uma convivência em conflito

O crescimento do número de motocicletas nas ruas intensificou esse cenário. Em uma cidade onde o fluxo já é intenso, dividir espaço exige mais do que regras — exige atenção, empatia e, principalmente, previsibilidade.

A discussão sobre a chamada “terceira pista” ou motofaixa surge justamente nesse contexto: tentar organizar algo que já acontece, mas de forma espontânea e, muitas vezes, desordenada.

Ainda assim, a pergunta permanece no ar — e talvez não tenha uma resposta simples.

E você, o que acha?

O corredor entre carros é uma solução prática ou um risco evitável?

  • Você se sente seguro ao ver motos passando tão perto?
  • Acredita que isso ajuda ou piora o trânsito?
  • Já passou por alguma situação de perigo por causa disso?