O vereador de Porto Alegre Jonas Reis se manifestou sobre a decisão do diretório estadual do Partido dos Trabalhadores que não homologou sua autodeclaração racial como pardo na pré-candidatura a deputado federal. Em nota, o mandato afirma que Jonas” nunca reivindicou cotas destinadas à população negra”, mas sim o reconhecimento enquanto “pardo-indígena”, em razão de sua descendência indígena, características fenotípicas e episódios de agressões raciais sofridos ao longo da vida.
O texto também critica a divulgação do caso antes da conclusão do processo interno do partido, classificando a exposição como “seletiva”, “caluniosa” e motivada por disputas políticas. Segundo a manifestação, a discussão estaria sendo distorcida ao sugerir que Jonas Reis buscava se enquadrar como candidato negro. A nota afirma ainda que a categoria “parda”, conforme entendimento histórico do IBGE e de estudos sociais brasileiros, abrange diferentes formas de miscigenação, incluindo descendentes indígenas desaldeados.
A polêmica começou após o PT gaúcho decidir encaminhar o caso à Comissão Nacional de Heteroidentificação. Nas eleições municipais de 2024, Jonas Reis havia se autodeclarado branco em sua candidatura à Câmara Municipal. Já no processo de pré-lançamento para a Câmara dos Deputados, o vereador passou a se declarar pardo, o que motivou questionamentos internos e a decisão da Executiva Estadual de não reconhecer, neste momento, a autodeclaração apresentada.