O vereador de Porto Alegre Roberto Robaina abordou temas ligados à política, moradia e ao cenário ideológico durante entrevista ao programa Raio X nesta quinta-feira (18). Ao comentar críticas frequentemente direcionadas à esquerda, o parlamentar afirmou que o campo político não promove a violência, mas defende a luta por justiça social. Segundo ele, as ocupações urbanas estão relacionadas à busca pelo direito à moradia, argumentando que muitas pessoas recorrem a imóveis abandonados diante da falta de cumprimento de garantias previstas na Constituição.

Durante a entrevista, Robaina também comentou a trajetória do ex-vereador Gilvani Gringo, afirmando que ele não se enquadra na extrema-direita, mas em uma corrente que classificou como uma “direita genérica”. Na avaliação do vereador do PSOL, Gringo teria enfrentado maior desgaste político por questões relacionadas ao Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) do que propriamente por posicionamentos ideológicos mais radicais.

O parlamentar ainda criticou a relação entre a Câmara Municipal e o Executivo de Porto Alegre. Como exemplo, citou um projeto de sua autoria que prevê a criação de espaços de descanso para trabalhadores de aplicativos. Segundo Robaina, a proposta encontra dificuldades para avançar porque, em sua visão, o Legislativo estaria excessivamente alinhado ao governo municipal, o que dificultaria a aprovação de iniciativas da oposição.

Ao falar sobre o cenário político gaúcho, Robaina também fez críticas ao vereador de Caxias do Sul Hiago Stock e ao vereador porto-alegrense Coronel Ustra. O representante do PSOL classificou como inadequada a ação de Stock envolvendo cartazes na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e afirmou que o episódio contribuiu para sua projeção pública. Já em relação a Coronel Ustra, Robaina criticou a associação do nome político do vereador à figura de seu tio, o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, personagem ligado ao período da ditadura militar.