A Prefeitura de Porto Alegre conclui nesta semana o Programa OrlaPOA, ciclo de investimentos que reaproximou a cidade do seu principal patrimônio natural e transformou a Orla do Guaíba em um dos maiores espaços de convivência, esporte, cultura e lazer da Capital. O encerramento é marcado pela missão técnica do CAF, banco de desenvolvimento da América Latina e do Caribe, que passa a tratar a experiência porto-alegrense como referência para outras cidades da região.

Com investimento total de US$ 184 milhões, dos quais US$ 92 milhões financiados pelo CAF, o programa foi além da revitalização da Orla. A prefeitura estruturou uma estratégia integrada de desenvolvimento urbano, que reuniu recuperação de espaços públicos, modernização tecnológica da administração municipal, requalificação do sistema viário, revitalização da Usina do Gasômetro e qualificação do Centro Histórico.

Os resultados sustentam a avaliação. A Orla passou a receber cerca de 100 mil visitantes por fim de semana, com aumento de 42% nos postos de trabalho e crescimento de 47% no faturamento das atividades econômicas do entorno. O programa também recuperou mais de 103 quilômetros de vias urbanas, superando a meta prevista, e apoiou a requalificação do Quadrilátero Central.

Para o secretário municipal de Planejamento e Gestão, Cezar Schirmer, o maior legado está na capacidade de integrar diferentes políticas públicas em torno de uma visão comum de cidade. “A Orla devolveu o Guaíba aos porto-alegrenses. Mais do que uma transformação física, ela mudou a relação da cidade com seu rio e mostrou que planejamento de longo prazo, continuidade institucional e cooperação produzem resultados permanentes.”

A parceria com o CAF, no entanto, não se encerra com o programa. O banco integra a carteira internacional do POA Futura, maior ciclo de investimentos da história recente da cidade, e financia iniciativas que dão continuidade à agenda de requalificação urbana iniciada pelo OrlaPOA. “Para o CAF, este é um projeto-modelo porque mostra que desenvolvimento urbano e desenvolvimento humano caminham juntos”, afirma o representante do banco no Brasil, Carlos Charme.