O Brasil se prepara para receber, pela primeira vez em sua história, a Copa do Mundo Feminina da FIFA. O torneio internacional, agendado para ocorrer entre os dias 24 de junho e 25 de julho do próximo ano, reunirá 32 seleções de todo o planeta. A expectativa do público nacional cresce após o encerramento do último torneio masculino, direcionando de forma definitiva os holofotes do esporte para a categoria feminina.

A organização do evento confirmou oito cidades-sede espalhadas por diferentes regiões do território brasileiro para abrigar as partidas oficiais. Os jogos serão distribuídos nos gramados de Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. O Estádio do Maracanã, na capital fluminense, já desponta no planejamento dos torcedores como o palco projetado para a grande abertura do Mundial.

Além do impacto logístico e esportivo, a gestão do comitê organizador ganhou reforço com a nomeação de Aline Pellegrino, ex-capitã e medalhista olímpica, como diretora executiva de legado e relações institucionais. A nomeação, efetuada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em abril deste ano, visa estruturar o planejamento estratégico e a recepção das delegações internacionais. O foco operacional está em garantir a infraestrutura necessária para o volume inédito de atletas no país.

Historicamente, a competição criada em 1991 demonstra alta competitividade, tendo consagrado apenas cinco países campeões ao longo de nove edições realizadas: Estados Unidos (4 vezes), Alemanha (2), Noruega (1), Japão (1) e a atual detentora do título, Espanha. A realização dos jogos em território nacional representa uma oportunidade técnica para a Seleção Brasileira buscar sua primeira estrela dourada no peito perante sua própria torcida.

Agência Brasil.