Marcelly Malta Lisboa, uma das principais referências na defesa dos direitos da população travesti e transexual no Rio Grande do Sul e no Brasil, morreu no sábado (4), aos 75 anos. A causa da morte não foi divulgada. Segundo informações, ela enfrentava comorbidades e havia sido hospitalizada nos últimos dias.

Natural de Mato Leitão, Marcelly morreu em casa, em Porto Alegre. O velório foi realizado neste domingo (5), na Casa dos Conselhos, e o sepultamento ocorreu no Cemitério Jardim da Paz, na Capital.

Marcelly presidia a organização Igualdade RS, fundada em 1999, e também ocupava a vice-presidência da Rede Trans Brasil. Em nota, a entidade destacou que ela foi uma pioneira e uma defensora incansável da dignidade, da cidadania e dos direitos da população travesti e transexual brasileira.

O Partido dos Trabalhadores, legenda da qual Marcelly era filiada, também lamentou a morte e afirmou que seu legado seguirá inspirando a luta por respeito, dignidade e oportunidades para pessoas travestis e transexuais no país.