As hospitalizações por condições respiratórias nos hospitais de Porto Alegre registraram uma alta de 55% entre abril e junho, impulsionadas pelo outono e a proximidade do inverno. Dados da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) mostram que o avanço das Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) elevou a média de atendimentos na capital gaúcha, que saltou de 33,53 internações diárias em abril para uma média de 56,17 nos últimos dias de junho.
O monitoramento aponta que as faixas etárias mais afetadas pelas doenças sazonais são crianças de até cinco anos e idosos a partir de 60 anos. Apesar de integrarem o grupo prioritário, a cobertura vacinal contra a Influenza atinge apenas 43,41% do público-alvo na cidade. Autoridades reforçam que a vacina contra a gripe está disponível para toda a população acima de seis meses nas unidades de saúde, sendo a principal ferramenta para frear as hospitalizações.
O reflexo do aumento de casos é a superlotação das emergências nos principais hospitais de Porto Alegre. No Hospital de Clínicas, o setor operava com 117 pacientes para 46 leitos, enquanto a Santa Casa atendia 55 pessoas em um espaço planejado para 28, restringindo o recebimento a casos com risco de morte. Instituições como o Hospital Conceição e o Hospital São Lucas da PUC também enfrentam alta demanda, e a orientação da prefeitura é para que a população busque inicialmente o atendimento nas unidades básicas de saúde em casos leves e moderados.