Mais de 100 jovens da segunda edição do Partiu Futuro Reconstrução participaram, nesta segunda-feira (15), de uma visita guiada à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. A programação incluiu atividades formativas sobre a história do Legislativo gaúcho, o funcionamento dos poderes e o papel da política na sociedade. O programa é realizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), em parceria com a Demà Aprendiz, tecnologia social da Renapsi.
Promovida pela Escola do Legislativo e pelo Departamento de Cultura e Memória, a iniciativa teve como objetivo aproximar os jovens aprendizes do Poder Legislativo e fortalecer a formação cidadã. Durante a visita, o grupo conheceu a Galeria dos Ex-Presidentes, no Palácio Farroupilha, e acompanhou explicações sobre a trajetória da Assembleia Legislativa. No Plenário, aprendeu sobre a divisão entre os três poderes, o processo de criação das leis nos âmbitos federal, estadual e municipal, além do funcionamento dos espaços utilizados pelos deputados estaduais, como a Mesa e a Tribuna.
A programação também contou com uma atividade conduzida por servidores do Memorial do Legislativo, que apresentaram conteúdos sobre Administração Pública, Política, Democracia e Cidadania. Ao final, os jovens participaram de uma rodada de perguntas sobre os temas abordados. Oito deles, que responderam corretamente aos questionamentos, foram premiados pela Demà com fones de ouvido. Todos receberam certificados de conclusão da formação.
Para Matheus Oliveira da Silva Pilla, de 16 anos, de Porto Alegre, a visita trouxe uma nova perspectiva sobre a história e a representatividade dentro do Legislativo. Ao conhecer a Galeria dos Ex-Presidentes, ele destacou a importância de observar as mudanças na composição dos espaços de poder.
“Quando vimos os quadros dos ex-presidentes, percebi que a sociedade está mudando e que está havendo mais diversidade, porque havia somente uma mulher e somente um homem negro no cargo ao longo da história. Isso foi o que mais me chamou a atenção. Essa experiência vai me ajudar muito e acredito que vai agregar bastante à minha carreira e ao meu aprendizado”, afirmou.
Arthur Mohamad, de 16 anos, de Viamão, também ressaltou a importância de conhecer informações históricas que não fazem parte do cotidiano dos jovens. Para ele, a atividade despertou curiosidade sobre a trajetória do Legislativo gaúcho. “Eu não sabia que a Assembleia Legislativa tinha tido apenas um presidente negro e uma única mulher no cargo. Achei interessante descobrir essa curiosidade, porque era algo que eu realmente desconhecia”, contou.
O coordenador da Assessoria Jurídica do Programa Partiu Futuro Reconstrução, Fábio Alves Ribeiro Júnior, explica que a experiência permite aos jovens compreenderem, na prática, como funciona o processo legislativo e de que maneira as decisões tomadas no Parlamento impactam a sociedade.
“É fundamental que eles tenham a dimensão de como as leis são criadas e de que forma isso impacta a vida das pessoas. A gente usa, inclusive, como exemplo a criação do projeto de lei que instituiu o Programa Jovem Aprendiz no Estado. Foi uma iniciativa criada há cerca de dez anos. É diferente aprender sobre esses temas dentro de uma sala de aula e vivenciá-los no local onde as decisões e os debates realmente acontecem. O ambiente contribui muito para a aprendizagem dos jovens”, destaca.
Sobre o Programa Partiu Futuro Reconstrução
Ao todo, 2.785 jovens de 75 municípios gaúchos participam da segunda edição do Programa Partiu Futuro Reconstrução. Desse montante, 1.840 são atendidos pela Demà Aprendiz, tecnologia social da Renapsi, em 30 cidades. O programa é promovido pelo Governo do Rio Grande do Sul, por meio da Sedes.
À Demà Aprendiz cabe a coordenação da formação teórica e o acompanhamento da atividade prática em órgãos públicos. Após uma etapa inicial de capacitação, os participantes passam a conciliar a formação teórica, realizada uma vez por semana, com a prática profissional em órgãos estaduais e municipais, onde atuam quatro dias por semana.
A iniciativa é voltada a jovens com idade entre 14 e 22 anos, egressos ou matriculados na rede pública de ensino, inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) e que foram impactados pelas enchentes de maio de 2024 ou residem em municípios integrados ao Programa RS Seguro. O contrato tem duração de um ano e prevê carga horária total de 1.040 horas.
Os participantes recebem bolsa-auxílio de R$ 894,52 para uma jornada de 20 horas semanais, vale-alimentação de R$ 550 e vale-transporte, quando necessário. Também contam com registro na carteira de trabalho e acesso a todos os direitos garantidos por lei, como FGTS, INSS, férias e 13º salário.