Uma investigação conduzida pela Delegacia de Repressão ao Roubo de Veículos (DRV/DEIC) revelou um método complexo de extorsão em Porto Alegre. Criminosos sem qualquer vínculo com a Polícia Civil se valiam de fardamentos falsificados para enganar cidadãos. O grupo focava em pessoas vulneráveis para oferecer serviços fraudulentos de segurança privada.

O esquema foi descoberto após uma vítima de perseguição (stalking) procurar o grupo acreditando tratar-se de agentes reais. Os falsos policiais orientaram a vítima a não registrar o crime na delegacia oficial e ofereceram uma suposta escolta armada. A partir disso, os estelionatários assumiram a identidade do próprio perseguidor para enviar ameaças e exigir pagamentos recorrentes.

Para simular a efetividade do serviço e manter a farsa, o casal de estelionatários comparecia ao ambiente de trabalho da vítima vestindo réplicas de uniformes da corporação. A fraude visava pressionar psicologicamente a lesada para que continuasse desembolsando valores financeiros sob o pretexto de garantir a sua integridade física na capital gaúcha.

A operação policial culminou na prisão preventiva de um envolvido de 26 anos e na autuação de um comparsa de 43 anos por porte ilegal de armas. A Polícia Civil do Rio Grande do Sul reforça a necessidade de buscar atendimento exclusivamente em sedes oficiais e canais digitais autorizados do governo estadual.

PC.