O Psol no Rio Grande do Sul segue em processo interno de definição sobre a disputa ao governo gaúcho em 2026, sob a condução do vereador de Porto Alegre Roberto Robaina. Dirigente nacional da sigla e presidente municipal do partido, Robaina tem evitado manifestações públicas nas redes sociais sobre o tema, justamente por liderar as articulações internas e buscar uma construção baseada em debate democrático entre os militantes.
Segundo o parlamentar, a decisão do partido levará em conta como prioridades a derrota da extrema-direita no Estado e no país, além do fortalecimento das bancadas do Psol no Legislativo e da eleição de Manuela D’Ávila ao Senado. O cenário ganhou novos contornos após a intervenção do Partido dos Trabalhadores nacional no diretório gaúcho, que resultou no apoio à pré-candidatura de Juliana Brizola (PDT).
No domingo (12), o grupo Fortalece Psol RS publicou nota defendendo candidatura própria ao Palácio Piratini, indicando possível ruptura na articulação da esquerda. O texto critica o movimento do PT e sustenta que, para enfrentar Luciano Zucco (PL), é necessário apresentar um programa alinhado à esquerda, com pautas como reestatização de serviços e oposição a privatizações. A posição ainda será debatida nas instâncias partidárias e pode aprofundar a fragmentação no campo progressista no Estado.