A Justiça do Rio Grande do Sul decretou a prisão preventiva de um policial militar investigado pelo desaparecimento de três integrantes da família Aguiar, ocorrido em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A decisão ocorre cerca de 75 dias após o sumiço das vítimas e marca um avanço importante na condução do inquérito.

O suspeito, que já estava preso temporariamente desde fevereiro, passa agora a permanecer detido por tempo indeterminado. A medida foi adotada com base na gravidade do caso e na necessidade de garantir o andamento das investigações e a ordem pública.


Investigações apontam feminicídio e duplo homicídio

De acordo com a Polícia Civil, o policial é considerado o principal suspeito pelo desaparecimento da ex-companheira e dos pais dela. A linha investigativa trabalha com a hipótese de feminicídio, seguido de duplo homicídio e ocultação de cadáver.

As apurações indicam que o crime pode ter sido motivado por conflitos familiares, especialmente relacionados à criação do filho do casal, além de possíveis interesses financeiros ligados ao patrimônio das vítimas.


Possível participação de outras pessoas

O caso também envolve a suspeita de participação de terceiros. Pessoas próximas ao policial são investigadas por ações que teriam dificultado o trabalho da polícia, como a eliminação de provas e prestação de falso testemunho.

Entre os indícios analisados estão a exclusão de dados eletrônicos e a retirada de equipamentos que poderiam conter imagens relevantes para a investigação.


Desaparecimento segue sem resposta

A mulher desapareceu em 24 de janeiro, após movimentações consideradas suspeitas em sua residência. No dia seguinte, os pais dela também sumiram depois de tentarem buscar informações sobre o paradeiro da filha.

Até o momento, os corpos das vítimas não foram localizados, e as buscas continuam. A Polícia Civil afirma que, mesmo com a conclusão do inquérito próxima, as diligências seguem para esclarecer completamente o caso.


Próximos passos

Com a prisão preventiva decretada, a expectativa é de que o inquérito seja finalizado e encaminhado ao Ministério Público nos próximos dias. A partir disso, o caso poderá avançar para a fase judicial.

Enquanto isso, familiares seguem em busca de respostas, em um caso que mobiliza a região e levanta questionamentos sobre a dinâmica do crime e o destino das vítimas.