De acordo com o secretário municipal de Mobilidade Urbana, Adão de Castro Júnior, não houve redução de linhas até o momento. Ele destacou que, caso haja qualquer alteração, a população será previamente informada.

Segundo o secretário, a estabilidade no fornecimento ocorre porque o município mantém contratos diretos com grandes distribuidoras de combustível, o que reduz a vulnerabilidade diante da atual crise. “A realidade da Capital é diferente da do interior, que depende mais de pequenos distribuidores e acaba sofrendo maior impacto”, explicou.

Enquanto isso, o cenário no restante do Estado é mais preocupante. Um levantamento da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul aponta que 146 municípios gaúchos já registram reflexos da falta de combustíveis.

A crise tem origem no agravamento das tensões no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, o que impacta diretamente o mercado global de petróleo. Nesta segunda-feira, o presidente Donald Trump afirmou que há avanços em negociações por uma trégua, sinalizando possível redução das tensões.

Preços dos combustíveis variam na Capital

Mesmo sem desabastecimento, os preços seguem elevados em Porto Alegre. A gasolina comum varia entre R$ 6,25 e R$ 6,85, enquanto a aditivada vai de R$ 6,34 a R$ 7,09.

Já o diesel S10 é encontrado entre R$ 6,59 e R$ 7,89, refletindo a instabilidade do mercado internacional.