Um homem investigado por arremessar drogas com drone para dentro da Cadeia Pública de Porto Alegre foi liberado por engano do sistema prisional antes de passar por audiência de custódia. O caso ocorreu na última sexta-feira (6), em Porto Alegre.
Identificado como Rafael Prestes da Silva, ele havia sido preso em flagrante durante uma operação do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), ligado à Polícia Civil do Rio Grande do Sul. A ação cumpria mandado de busca e apreensão relacionado à investigação sobre o envio de entorpecentes por drone para o interior do presídio. Durante a operação, os agentes encontraram uma arma de fogo roubada e de uso restrito na residência do suspeito, o que resultou na prisão em flagrante.
Na ocasião, também havia contra ele um mandado de prisão preventiva por organização criminosa, expedido em 2025 pela 2ª Vara Estadual de Processos e Julgamento dos Crimes de Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro. Entretanto, a defesa conseguiu a revogação dessa ordem judicial no mesmo dia e apresentou o alvará de soltura no Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp).
Com isso, Polícia Penal do Rio Grande do Sul acabou liberando o investigado sem verificar que ele também havia sido detido em flagrante pelo porte da arma, situação que ainda deveria ser analisada em audiência de custódia.
A Delegacia de Polícia Especializada em Crimes Carcerários (Dicar), vinculada ao Deic, havia solicitado a conversão do flagrante em prisão preventiva. A audiência ocorreu sem a presença do suspeito e a Justiça determinou um novo mandado de prisão preventiva contra ele. O homem possui antecedentes por homicídio, roubo e tráfico de drogas.