O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou seis policiais militares por assassinato e tentativa de homicídio no caso que resultou na morte do lutador de MMA Mauro Chaulet, de 34 anos, em Porto Alegre. A ação penal foi recebida pela Justiça e os acusados agora serão levados a júri popular, etapa em que um conselho de sentença decidirá sobre a responsabilização criminal dos réus.

O crime e a denúncia

O episódio ocorreu no dia 7 de maio de 2023, quando o lutador e sua companheira deixavam um bar na zona Norte de Porto Alegre após uma confusão entre frequentadores e policiais militares à paisana. Segundo a denúncia do MPRS, Chaulet tentou desarmar um dos militares envolvidos na altercação, momento em que a arma disparou acidentalmente contra o próprio policial.

Ao se afastarem do local, o casal teria sido abordado por outros policiais que, segundo a Promotoria, efetuaram diversos disparos contra o veículo em que estavam. Chaulet foi atingido e morreu no local; sua companheira sobreviveu com ferimentos. O MPRS apontou que os agentes teriam faltado com a verdade nos depoimentos e plantado uma arma próxima ao corpo da vítima para simular legítima defesa, além de outros agravantes como motivo torpe e emprego de meio que resultou em perigo comum.

As acusações

Na denúncia, os seis policiais militares respondem por homicídio qualificado, por motivo torpe, perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de tentativa de homicídio contra a companheira de Chaulet. A decisão de levar o caso a júri popular reflete a avaliação do Ministério Público de que há elementos suficientes para que um conselho de jurados avalie a gravidade das condutas e a possível intenção criminosa dos réus.