O incêndio nas Lojas Renner completa 50 anos nesta segunda-feira, 27 de abril, e segue como a maior tragédia já registrada em Porto Alegre. O episódio, ocorrido em 1976, deixou 29 mortos e 65 feridos, além de marcar profundamente a história da capital gaúcha.

Naquele dia, por volta do início da tarde, o Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul foi acionado para atender a uma ocorrência no cruzamento das ruas Otávio Rocha e Doutor Flores, no Centro. O prédio de dez andares abrigava lojas de roupas, eletrodomésticos e um restaurante, e cerca de 350 pessoas estavam no interior no momento em que as chamas começaram, no terceiro pavimento.

O fogo se espalhou rapidamente, alimentado pela grande quantidade de materiais inflamáveis. A densa fumaça dificultou a visibilidade e inviabilizou resgates por helicópteros. Parte da estrutura do edifício cedeu cerca de duas horas após o início do incêndio, agravando ainda mais a situação.

A operação de combate às chamas mobilizou 120 bombeiros de seis unidades e se estendeu por dois dias, incluindo o trabalho de rescaldo. O resgate de sobreviventes foi realizado principalmente por meio de autoescadas mecânicas, que permitiram salvar 45 pessoas que estavam nos andares superiores, onde funcionava o restaurante.

Cinco décadas depois, a tragédia permanece viva na memória coletiva e é lembrada como um marco para mudanças nas normas de segurança contra incêndios no Brasil, reforçando a importância da prevenção e da fiscalização em edificações comerciais.